O que é uma escritura pública de confissão de dívida? Entenda agora!

Escrito por Rachel Koerich
Publicado em 25 set 26
Mulher recebendo um documento das mãos de um funcionário do cartório, em um ambiente profissional e acolhedor.

Formalizar o reconhecimento de uma dívida costuma ser uma estratégia importante tanto para credores quanto para devedores que desejam estabelecer condições claras de pagamento, evitando conflitos futuros sobre a existência ou o valor da obrigação. Diante disso, entender o que é uma escritura pública de confissão de dívida se torna essencial para quem precisa formalizar esse tipo de reconhecimento com segurança jurídica.

Esse instrumento costuma ser bastante utilizado em renegociações comerciais, empréstimos entre particulares, acordos de pagamento de aluguéis atrasados e regularização de débitos condominiais, transformando uma relação informal em um compromisso devidamente documentado.

Compreender como funciona esse documento ajuda as partes a tomarem decisões mais conscientes sobre a formalização de suas dívidas, e é justamente por isso que entender o que é uma escritura pública de confissão de dívida se torna tão relevante. Continue a leitura deste artigo no Documentos VC e entenda todos os detalhes sobre o assunto.

O que é uma escritura pública de confissão de dívida?

Esse documento é lavrado em cartório de notas, por meio do qual o devedor reconhece formalmente perante o tabelião a existência de uma dívida, estabelecendo o valor exato, as condições de pagamento e eventuais garantias oferecidas ao credor envolvido na negociação.

Ao ser lavrada em cartório, a declaração do devedor ganha fé pública, o que significa que seu conteúdo é presumido verdadeiro e autêntico, conferindo segurança jurídica significativamente maior do que um simples acordo informal entre as partes.


A fé pública conferida pelo tabelião presume como verdadeiro o conteúdo reconhecido na escritura.

O que acontece se eu assinar uma confissão de dívida?

Ao assinar esse documento, o devedor reconhece formalmente a existência e a exigibilidade daquela obrigação, o que significa que, em regra, não poderá alegar posteriormente matérias que já poderiam ter sido discutidas antes da própria assinatura da escritura.

Caso a dívida não seja paga conforme acordado, o credor pode ingressar diretamente com ação de execução judicial, sem precisar passar por um processo de conhecimento prévio, já que a existência do débito já está formalmente comprovada pelo documento assinado.

Qual é o modelo de Escritura de confissão de dívida?

Esse documento costuma seguir uma estrutura padrão, contendo qualificação completa das partes, com nome, CPF, estado civil e endereço, além da individualização precisa do valor devido, incluindo valor histórico, correção monetária e juros aplicáveis.

Também costumam constar as condições de pagamento, como parcelamento e vencimentos, eventuais garantias oferecidas, como hipoteca ou penhor, e a assinatura das partes perante o tabelião responsável, sendo essa a base para a elaboração do documento em cada cartório.

Qual a validade de uma confissão de dívida?

Para ter eficácia executiva, o documento precisa conter obrigação líquida, certa e exigível, conforme determina o artigo 783 do Código de Processo Civil, sendo a escritura pública considerada título executivo extrajudicial conforme o artigo 784, inciso II, do mesmo código.

Isso significa que o valor precisa estar claramente definido, sem depender de condição futura incerta, sendo essa clareza fundamental para que o documento sirva como base direta para uma eventual ação de execução judicial movida pelo credor.

Como conseguir um termo de confissão de dívida pública?

Esse documento pode ser obtido comparecendo a qualquer cartório de notas com a outra parte envolvida, apresentando os dados necessários para que o tabelião redija corretamente o instrumento conforme os termos acordados entre credor e devedor.

Antes de comparecer ao cartório, é importante que ambas as partes definam claramente o valor da dívida, as condições de pagamento e eventuais garantias, agilizando bastante a elaboração do documento pelo tabelião responsável durante o atendimento.

É necessário levar documentos de identificação e CPF de ambas as partes, além de informações complementares sobre eventual bem oferecido como garantia, caso a dívida envolva hipoteca ou outra modalidade de proteção adicional ao credor.

O valor cobrado pela lavratura varia conforme o montante da dívida e a tabela de emolumentos de cada estado, podendo ainda haver custos adicionais, como o ITBI, quando a garantia envolver um imóvel específico dentro da negociação formalizada.

Vale destacar que também existe a possibilidade de formalizar esse termo por documento particular, assinado pelo devedor e por duas testemunhas, dispensando o reconhecimento de firma, embora essa modalidade ofereça menor segurança em comparação à via pública lavrada em cartório.

Diante de tudo isso, fica evidente que compreender o que é uma escritura pública de confissão de dívida, além de conhecer sua validade e como formalizá-la, é fundamental para garantir segurança jurídica na negociação.

Acompanhe outros conteúdos do site e continue se informando sobre certidões, cartórios e documentos pessoais.

  • Rachel Koerich

    Jornalista com experiência em comunicação digital, criação de conteúdo para materiais institucionais e assessoria de comunicação!

O que fazer em casos de duplicidade de matricula de imóvel?

O que fazer em casos de duplicidade de matricula de imóvel?

A duplicidade de matricula de imovel acontece quando dois ou mais registros imobiliários acabam identificando materialmente a mesma unidade, criando uma situação que precisa ser corrigida para preservar a segurança jurídica. O problema pode surgir por falhas antigas...

Para emancipar precisa do pai e da mãe?

Para emancipar precisa do pai e da mãe?

A dúvida sobre se para emancipar precisa do pai e da mãe aparece principalmente quando os responsáveis são separados, divorciados ou não mantêm contato frequente entre si. A emancipação permite que um adolescente adquira capacidade civil plena antes dos 18 anos em...